O diretor do Colégio João Paulo I (JPSul), Eduardo Ferret Oyarzabal de Castro, assina o artigo “Professor: uma profissão”, publicado no Jornal do Comércio por ocasião do Dia do Professor.
No texto, Eduardo reflete sobre a valorização dos profissionais da educação e a necessidade de transformar reconhecimento em condições concretas de trabalho, formação, autonomia, segurança e respeito. O artigo também destaca a responsabilidade compartilhada entre escola, famílias, Estado e sociedade na formação dos estudantes.
Leia abaixo o artigo na íntegra.
Professor: uma profissão
Eduardo Ferret Oyarzabal de Castro
Diretor do Colégio João Paulo I (JPSul)
O Dia do Professor, celebrado neste 15 de outubro no Brasil, instiga a transformar reconhecimento em compromisso. Homenagear quem ensina é reconhecer que a educação precisa de uma mudança cultural: perceber e tratar o professor como profissional! Garantir boa formação, autonomia, segurança, respeito e remuneração atrativa.
O prazer de ensinar inspira o ingresso na docência. No entanto, o professor ainda enfrenta dificuldades de formação e de exercício profissional. Parece haver uma mística em torno de quem atua em sala de aula: sua profissão é chamada de a mais importante do mundo, mas logo ele ouve: “Além de dar aula, tu trabalhas?”.
O professor estuda, desenvolve habilidades de ensino, planeja, avalia e se compromete com a aprendizagem de cada aluno que está sob sua responsabilidade. Reconhece no desenvolvimento do aluno o sucesso de sua empreitada. É uma profissão plural, que enfrenta obstáculos e exige que o reconhecimento avance do discurso e chegue ao cotidiano.
A Constituição Federal, promulgada em 1988, estabelece a educação como dever do Estado e da família, com a colaboração da sociedade. A escola integra essa construção, mas não pode carregar sozinha todas as demandas da infância e da juventude. Professores precisam de apoio para ensinar e realizar suas atividades. As famílias precisam de espaço para participar e, os estudantes, de uma rede de cuidado ao seu redor.
À família cabe acompanhar, estabelecer limites e cultivar o respeito mútuo. À escola, ampliar horizontes, desenvolver habilidades sociais, construir conhecimentos e promover a cultura, preparando o aluno para a cidadania e o trabalho. Aos serviços de saúde e assistência, oferecer suporte especializado de acordo com a necessidade demonstrada. A escola não é resposta para todas as questões sociais: cada parte deve cumprir seu papel.
Aprender envolve esforço, erros e a descoberta de que nem toda dificuldade será superada. Com orientação e apoio, esses desafios ajudam a desenvolver autonomia, persistência e equilíbrio diante das frustrações, que são inevitáveis na vida.
Valorizar o professor implica criar e manter as condições para que ele atue com profissionalismo, segurança e respeito.
Artigo publicado no Jornal do Comércio, na edição impressa de 15/10/2026, página 4, e no site do jornal em 14/10/2026.

